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O que são os KPIs e por que razão são o GPS do seu negócio?
Imagine que quer fazer uma viagem de carro sem mapa nem GPS. Podia chegar, sim, mas certamente daria muitas voltas desnecessárias, gastaria mais combustível do que o necessário e até se podia perder. Pois bem, gerir um restaurante sem KPIs é exactamente o mesmo. Os indicadores-chave são números concretos e mensuráveis que lhe mostram se está a cumprir os seus objectivos. São muito mais do que cifras numa folha de cálculo; são as coordenadas que lhe dizem onde está, onde quer chegar e qual é o caminho mais curto para lá chegar. Um bom indicador ajuda-o a ver problemas que a olho nu passam despercebidos. Por exemplo, avisa-o se o custo das matérias-primas está a subir demasiado, se um empregado precisa de mais formação porque o seu ticket médio é muito baixo, ou se uma mesa de quatro não é tão rentável como pensava porque fica ocupada demasiado tempo. Em resumo, transformam os dados brutos do seu dia-a-dia em informação útil que lhe permite agir, para que possa tomar decisões com cabeça que protejam os seus lucros e melhorem a experiência dos seus clientes.Os KPIs financeiros que blindam os seus lucros

Food cost, o guardião das suas margens
O food cost mede que percentagem do que recebe por um prato vai para pagar os ingredientes. Um valor ideal situa-se entre 25% e 35%. Se disparar acima disso, pode indicar que o fornecedor é caro ou que se está a desperdiçar demasiada comida na cozinha. Mantê-lo sob controlo é essencial para proteger a rentabilidade de cada prato que serve.Prime cost, a visão completa dos seus custos-chave
O prime cost combina dois dos maiores custos de qualquer restaurante: a comida e o pessoal. O recomendável é mantê-lo abaixo dos 60% das receitas. Assim garante que fica margem para cobrir outros custos fixos e, sobretudo, gerar lucros. Monitorizar este indicador dá-lhe uma visão mais realista da sustentabilidade do seu negócio a longo prazo.Ticket médio, o termómetro do consumo por cliente
O ticket médio indica quanto gasta em média cada comensal no seu restaurante. Analisá-lo ajuda-o a descobrir oportunidades para vender mais: desde ajustar os preços da carta até conceber promoções específicas. Se o desagregar por horas, dias ou até por empregado, obterá informação muito valiosa para melhorar tanto a experiência como a rentabilidade. Perceber estas métricas financeiras-chave é o primeiro passo para construir um negócio que funcione verdadeiramente a longo prazo.Indicadores operacionais para afinar o pulso do seu restaurante
Um restaurante rentável é, antes de mais, um restaurante eficiente. Os indicadores operacionais medem exactamente isso: quão bem utiliza os seus recursos mais valiosos, o tempo e o espaço. A rotatividade de mesas é um dos mais conhecidos e diz-lhe quantas vezes uma mesa é ocupada por um novo cliente durante um serviço. Uma rotatividade elevada significa geralmente mais receitas, mas é preciso ter cuidado para não prejudicar a experiência do cliente. É aqui que um indicador mais avançado como o RevPASH ou Revenue Per Available Seat Hour lhe dá uma visão muito mais completa. O RevPASH não lhe diz apenas quantos clientes teve, mas quanto dinheiro cada cadeira gerou por cada hora que esteve aberto. Este indicador é fundamental para perceber quais os turnos mais rentáveis e como organizar melhor as mesas e os tempos de reserva. Pense assim: pode descobrir que uma mesa para dois que roda três vezes numa noite é mais rentável do que uma de seis que só é ocupada uma vez. A taxa de ocupação completa este quadro, dizendo-lhe que percentagem do seu espaço está a utilizar. Analisar este número pode levá-lo a redesenhar a sala ou a lançar ofertas nas horas mais calmas para aproveitar ao máximo o seu espaço.Como a tecnologia transforma a medição de KPIs no seu melhor aliado














